senado

Nas próximas eleições, o Senado renovará dois terços de sua composição, com 54 das 81 cadeiras em disputa — todas as vagas de senadores eleitos em 2018, com mandato até 2027. Desses, 32 concorrem à reeleição. Com base em pesquisas eleitorais e no histórico dos candidatos e partidos, o DIAP projetou quais legendas têm maior chance de eleger senadores.

O PL desponta como o partido com maior potencial de crescimento: pode saltar de 15 para até 24 senadores — ganho de nove cadeiras na projeção central, que varia de três a nove na análise por Estado. A tendência é de se tornar a principal força da Casa. O PT e o governo, por sua vez, apostaram em ampliar a base de apoio e respaldar candidaturas de outras legendas para conter o avanço da oposição. O PT pode ser a segunda maior bancada do senado com dez senadores e com potencial reduzir ou ampliar, ou seja, entre 6 a 11, em alguns estados por causa do acirramento com outras candidaturas.

O União Brasil registra a maior expansão proporcional: de três para sete cadeiras (até nove na projeção por Estado). Na outra ponta, o PSD é o mais impactado: cai de 14 para seis cadeiras — redução de oito assentos. É a sigla com mais mandatos encerrando em 2027 (11), dos quais sete tentam a reeleição. O PSDB perde quatro cadeiras e zera sua bancada. MDB e PSB recuam duas cada (de nove para sete e de seis para quatro). Podemos, PDT e Avante perdem uma cadeira; o Solidariedade preserva sua única vaga.

Duelos nos Estados

O tamanho final das bancadas ainda depende dos resultados em 11 estados. A composição do Senado poderá mudar conforme sejam resolvidas as indefinições e as disputas partidárias mapeadas. No Acre, PL e Republicanos disputam a segunda vaga do Senado, com potencial para alterar significativamente a representação estadual. Em Alagoas, MDB e PSDB estão tecnicamente empatados pela segunda cadeira, o que pode levar a composições distintas, conforme o desempenho eleitoral de cada legenda. Minas Gerais apresenta-se como um estado crítico: a indefinição entre PL e PSDB afeta a força relativa dessas siglas na bancada mineira, uma das mais influentes do país.

No Rio Grande do Sul, a disputa entre PT e PL pela segunda vaga pode redefinir o perfil ideológico da representação gaúcha, enquanto o PSOL já está consolidado na primeira cadeira. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, o PSB disputa a segunda vaga, cujo resultado poderá alterar o equilíbrio político estadual. Paraíba, Pará, Goiás, Distrito Federal, Sergipe e Santa Catarina também apresentam disputas acirradas, capazes de produzir composições diferentes das atualmente projetadas.

Na Paraíba, permanece aberta a competição entre o MDB e outras legendas pela segunda vaga. No Pará, União Brasil e PL disputam a segunda cadeira. Em Goiás, a definição entre o União Brasil e outras siglas também segue em aberto. No Distrito Federal, o PDT concorre pela segunda vaga, atualmente projetada para o PL. Em Sergipe, Republicanos e MDB disputam a segunda cadeira. Já em Santa Catarina, o PP concorre pela segunda vaga, enquanto o PL está consolidado na primeira.

Essas indefinições podem alterar de 15 a 20 cadeiras na composição final do Senado, a depender de que foi eleito. E consequentemente afetar a correlação de forças entre os blocos parlamentares nas próximas legislaturas.

Abaixo segue o quadro geral projetado pelo DIAP

Partidos

Bancada Atual

2023-2031

2019-2027

Candidatos à reeleição

Concorre ao governo mandato até 2031

Senadores com chance de eleição ao governo

Suplente com chance de efetivação no mandato

Cenário 2027-2035

Projeção DIAP (limite máximo)

Variação em relação a bancada atual

(a)

(b)

(c)

(d)

(e = b+d)

(e-a)

PL

15

9

6

3

4

1

1

15

24

9

MDB

9

1

8

5

1

1

1

7

7

-2

PT

9

3

6

5

0

0

1

6

10

1

União Brasil

3

2

1

0

1

1

2

5

7

4

PP

8

3

5

2

0

0

0

6

9

1

PSB

6

1

5

3

0

0

0

3

4

-2

PSD

14

3

11

7

1

1

0

3

6

-8

Republicanos

6

4

2

1

2

1

0

3

7

1

PSDB

4

0

4

1

0

0

0

0

0

-4

Novo

0

0

0

0

0

0

0

1

1

1

PDT

2

0

2

2

0

0

0

1

1

-1

Podemos

3

0

3

2

0

0

0

2

2

-1

Rede

0

0

0

0

0

0

0

1

1

1

PSol

0

0

0

0

0

0

0

1

1

1

Avante

1

0

1

1

0

0

0

0

0

-1

S. Partido

1

1

0

0

0

0

0

0

1

0

Total

81

27

54

32

9

5

5

54

81

-

 Quadro de partidos competitivos e duelos por uma vaga em cada Estado

Estado

1º vaga

2º vaga

Indefinidos

Partidos competitivos

AC

PP

PL

x

Republicanos

AL

PP

MDB

x

PSDB

AP

PODEMOS

PT

x

PSD

AM

MDB

PL

   

BA

PT

PT

   

CE

PSB

UB

   

DF

PL

PL

x

PDT

ES

PSB

PSD

   

GO

UB

PL

x

UB

MA

MDB

PP

   

MT

UB

MDB

   

MS

PL

PP

   

MG

PL

PT

x

PL ou PSDB

PA

MDB

PL

x

UB

PB

PSB

REPUBLICANOS

x

MDB

PR

REPUBLICANOS

PL

x

NOVO ou PT

PE

PDT

PT

   

PI

MDB

PSD

   

RJ

PT

PL

   

RN

PODEMOS

PSD

   

RS

PSOL

NOVO

x

PT ou PL

RO

PL

PP

   

RR

MDB

PL

   

SC

PL

PL

x

PP

SP

PP

REDE

x

PSB

SE

UB

REPUBLICANOS

x

REPUBLICANOS ou MDB

TO

PL

UB

   

 Quadro de candidatos competitivos em cada Estado 

UF

1º

2º

3º

4º

AC

Gladson Cameli (PP)

Márcio Bittar (PL)

Mara Rocha (Republicanos)

 

AL

Arthur Lira (PP)

Marina JHC (PSDB)

Renan Calheiros (MDB)

 

AP

Rayssa Furlan (Podemos)

Randolfe Rodrigues (PT)

Lucas Barreto (PSD)

 

AM

Eduardo Braga (MDB)

Cap. Alberto Neto (PL)

   

BA

Rui Costa (PT)

Jaques Wagner (PT)

   

CE

Cid Gomes (PDT)

Cap. Wagner (União Brasil)

   

DF

Michelle Bolsonaro (PL)

Leila do Vôlei (PDT)

Bia Kicis (PL)

Erika Kokay (PT)

ES

Renato Casagrande (PSB)

Sergio Meneguelli (PSD)

   

GO

Gracinha Caiado (União Brasil)

Gustavo Gayer (PL)

Zacharias Calil (União Brasil)

 

MA

Roseana Sarney (MDB)

André Fufuca (PP)

   

MT

Mauro Mendes (União Brasil)

Janaína Riva (MDB)

   

MS

Cap. Contar (PL)

Reinaldo Azambuja (PP)

   

MG

Domingos Sávio (PL)

Marília Campos (PT)

Carlos Viana (PL)

Aécio Neves (PSDB)

PA

Helder Barbalho (MDB)

Del. Éder Mauro (PL)

Chicão (União Brasil)

 

PB

João Azevêdo (PSB)

Veneziano Vital (MDB)

Nabor Wanderley (Republicanos)

 

PR

Alexandre Curi (Republicanos)

Deltan Dallagnol (Novo)

Filipe Barros (PL)

Gleisi Hoffmann (PT)

PE

Marília Arraes (PDT)

Humberto Costa (PT)

   

PI

Marcelo Castro (MDB)

Júlio César (PSD)

   

RJ

Benedita da Silva (PT)

Carlos Jordy (PL)

Carlos Portinho (PL)

 

RN

Styvenson Valentim (Podemos)

Zenaide Maia (PSD)

   

RS

Manuela d'Ávila (PSOL)

Marcel van Hattem (Novo)

Paulo Pimenta (PT)

Ubiratan Sanderson (PL)

RO

Dr. Fernando Máximo (PL)

Sílvia Cristina (PP)

   

RR

Teresa Surita (MDB)

Nicoletti (PL)

   

SC

Caroline de Toni (PL)

Carlos Bolsonaro (PL)

Esperidião Amin (PP)

 

SP

Guilherme Derrite (PP)

Simone Tebet (PSB)

Marina Silva (Rede)

 

SE

André Moura (União Brasil)

Del. André David (Republicanos)

Rogério Carvalho (PT)

Del. Alessandro (MDB)

TO

Eduardo Gomes (PL)

Gaguim (União Brasil)

   

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