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As eleições deste domingo (4) levaram a disputa pela Presidência da República ao segundo turno. Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltam às urnas em 25 de outubro. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 99,99% das urnas apuradas até as 00h21 desta segunda-feira (5), Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, com 56,1 milhões de votos, e Lula, 45,16%, com 53,8 milhões.

Mas as urnas também definiram um novo Congresso. Foram escolhidos os 513 deputados federais e renovadas 54 das 81 cadeiras do Senado, alterando o tamanho das bancadas e a distribuição de forças que terá influência sobre a agenda política a partir de 2027.

No geral, o DIAP avalia que houve mais um redesenho ideológico, renovação das figuras da direita e circulação de poder com a eleição de deputados com histórico público no Congresso Nacional do que uma grande renovação com novos parlamentares na composição legislativa.

Câmara: circulação de poder.

Na Câmara dos Deputados, o resultado deve ser tratado neste momento como uma circulação de poder com deslocamento da centro-direita à direita e a volta de ex-parlamentares e experientes em mandatos.

Outro aspecto relevante é a taxa de renovação. Antes da eleição, 438 deputados buscavam permanecer no cargo. Segundo estimativas preliminares do DIAP, que considera os candidatos à reeleição no exercício do mandato, e da Câmara, que contabiliza somente reeleitos os escolhidos em 2022, estima-se que 301, ou 68%, conseguiram a permanência no cargo neste pleito.

Isso significa que houve um índice de renovação de 41% na Câmara, o que é menor em comparação à série histórica e às eleições de 2022 e 2018, que tiveram renovação de 44,24% e 52,43%, respectivamente.

O DIAP, em seu prognóstico, projetava a reeleição de 297 a 315 deputados, com renovação entre 39% e 43%. Esses números são projeções feitas antes das urnas e serão confrontados com o resultado consolidado.

Nas projeções, o Diap acertou o número das bancadas em 11 das 15 bancadas eleitas. Nas quatro demais bancadas do PL, o Diap indicou uma bancada entre 78 e 103, enquanto 121 deputados foram eleitos; no PP/UNIÃO, a projeção foi de 93 a 121, mas apenas 87 foram eleitos; no PDT, a previsão variou de 7 a 15, com 6 eleitos; e no Novo, a estimativa foi de 1 a 6, mas 10 deputados foram eleitos.

PP/União, PL e PT/PCdoB/PV foram os partidos com mais candidatos competitivos nos estados avaliados. O PL, em particular, inclusive superando algumas expectativas regionais da própria legenda, registrou votações históricas em MG, SP, RJ, entre outros estados. Isso possibilitou uma maior distribuição de cadeiras em relação aos seus principais concorrentes, em particular, o PP/União, que dividia uma plataforma à direita e tinha mais candidatos em exercício do mandato à reeleição.

DIAP projeta nova composição da Câmara para 2027.

Câmara: PL tem eleição histórica de 121 deputados federais.

Senado: renovação à direita.

No Senado, o cenário foi de aumento da direita. Das 54 cadeiras disputadas, 40 serão ocupadas por novos senadores e 14 por reeleitos, uma renovação de 74% das vagas, porém menor à registrada em 2018, quando foi de 82,15%.

O PL elegeu 19 senadores e deverá iniciar 2027 com 28 integrantes, formando a maior bancada. O PT deverá ter 9 senadores e o MDB, 8. PP e União Brasil, integrantes da Federação União Progressista, somarão 11.

A composição ainda poderá sofrer ajustes até a posse, principalmente pela entrada de suplentes de senadores eleitos ou que ainda disputam outros cargos.

Antes da eleição, o Prognóstico DIAP para o Congresso de 2027 apontava tendências de crescimento e redução das principais bancadas.

No Senado, por exemplo, o DIAP já indicava o crescimento do PL, mas estimava que a legenda poderia chegar a 24 senadores. A nova bancada deverá ter 28. Para o PT, a projeção chegava a 10 integrantes, ante os 9 previstos para 2027; para o PSD, a estimativa era de 6, e a bancada deverá ter 5.

De igual modo, foram confirmadas as projeções para 11 dos 15 partidos. Além do PL, que elegeu quatro senadores a mais do que o projetado, o PSDB indicamos nenhum, enquanto dois foram eleitos; o Novo passou de 1 para 3 senadores; e o Psol elegeu 1, mas não teve nenhum eleito.

Prognóstico da composição do Senado para 2027.

Senado: PL salta para 28 cadeiras e terá maior bancada.

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